Financiamento Imobiliário

Tire todas suas dúvidas sobre o Custo Efetivo Total (CET)

Adquirir um imóvel envolve um grande planejamento financeiro. Isso significa que o investidor não deve assinar contratos ou realizar pagamentos sem entender para onde está indo o seu dinheiro. Com relação ao financiamento imobiliário, isso quer dizer: conhecer o Custo Efetivo Total (CET) da compra.

Esses valores definirão o valor da parcela que o comprador pagará ao comprar a sua casa, terreno ou apartamento. O problema é que a maior parte dos clientes não têm conhecimento sobre esse assunto, tornando o trabalho do corretor ainda mais importante.

Se você ficou curioso para entender melhor esse tema, leia este artigo até o final!

O que é o CET?

Essa pergunta é feita na maioria das vezes em que um cliente observa sua simulação de financiamento, ou quando vai assinar o contrato. Mas o que é esse tal de CET e como ele impacta o financiamento?

Todo financiamento terá um custo total, que vai além da taxa de juros informada. Nessa conta entrarão os seguros, tarifas de administração do imóvel, valores referentes à tarifa de avaliação e, logicamente, a taxa de juros do contrato.

CET só existe no financiamento imobiliário?

Não! Um empréstimo ou um financiamento nada mais é do que um produto financeiro. Ele é comercializado por uma instituição financeira e deverá obedecer às regras do mercado no qual está inserido.

Portanto, esse produto também pagará impostos. Além desses impostos, a empresa que o oferece pode incluir outras taxas de serviços. No caso dos financiamentos imobiliários, ainda existe a necessidade de calcular o valor do seguro obrigatório.

Dessa forma, percebemos que o valor de um financiamento não é composto apenas pela divisão do total do capital emprestado mais os juros. Ele é composto por outros valores.

Isso significa que quando um investidor vai procurar o melhor financiamento imobiliário, ele não deve focar apenas no valor da mensalidade ou na taxa de juros. Sua atenção deve ser sobre o valor do Custo Efetivo Total.

CET: existe alguma regra?

Banco Central obriga as instituições financeiras a fornecerem uma planilha para que o cliente possa calcular o valor do CET. Além disso, a taxa percentual desse custo deve ser informada em materiais publicitários, como folders, outdoors ou propagandas na televisão, por exemplo.

Isso é importante para que o cliente entenda que uma taxa de juros baixa não é sinônimo de economia. Vamos a um exemplo: muitos bancos oferecem taxa de juros zero para os seus clientes no cheque especial, durante os dez primeiros dias.

Isso faz com que as pessoas acreditem que pagarão apenas o valor emprestado durante esse período. Isso não é verdade, pois será cobrado delas o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Você já deve ter notado que a publicidade de veículos costuma mencionar taxas reduzidas ou até zeradas para a compra de automóveis, não é mesmo? Trata-se de mais um exemplo que mostra o quão importante é o conhecimento sobre o CET.

Ainda que a empresa não cobre juros sobre o financiamento do automóvel, diversas taxas como a de abertura de crédito, seguro fiador e taxa de administração de financiamento, por exemplo, serão cobradas.

Um consumidor desatento só perceberá esse ônus na hora de fazer os pagamentos, uma vez que a conta não fechará. Por isso, o código de defesa do consumidor obriga a as empresas a informarem o cliente com uma taxa de juros equivalente ao valor do CET.

corretor precisa dominar esse tema e ser didático na hora de explicá-lo ao comprador para evitar mal-entendidos.

Taxa de Juros e CET: quais as diferenças?

A essa altura você já deve ter aprendido que a taxa de juros de um financiamento não é o único dado que precisa ser informado ao investidor na hora da contratação do financiamento, não é verdade?

Analisar custos futuros como pacotes de serviços, cartões de crédito, seguros, ou qualquer outro produto atrelado ao contrato também devem considerados, pois podem onerar muito o valor final da compra.

Além disso, o cliente poderá se sentir enganado ao perceber que pagará um valor mais alto do que havia imaginado no momento em que calculou o valor da taxa de juros sobre a parcela. Para evitar desentendimentos que prejudiquem a sua imagem junto ao comprador, esclareça a ele o impacto do CET sobre o negócio.

Não tenha medo de perder a venda, uma vez que se trata de um custo presente no mercado financeiro, não sendo característica única do produto que você está oferecendo.

Caso haja abertura, oriente o seu cliente sobre a necessidade de se planejar para os diferentes cenários econômicos, incluindo cenários ruins, nos quais a receita diminui.

Fale sobre a necessidade de ter um valor aplicado para socorrê-lo nessas situações. Dessa forma, ele evitará o pagamento de juros e os demais problemas causados pela inadimplência. Outra dica é sugerir o saldo do FGTS para aumentar o valor da entrada na hora da compra ou pagar parcelas do financiamento.

Como vimos neste artigo, entender o impacto do CET sobre o financiamento imobiliário é muito importante para todas as pessoas. Para os corretores, esse conhecimento traz credibilidade ao profissional, atestando o seu profissionalismo.

Se você tem alguma dúvida sobre o CET ou qualquer tema relacionado ao mercado, entre em contato pelo campo de comentários. Sua pergunta pode ser o tema do nosso próximo artigo!

 

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