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8 passos para sair do aluguel e financiar sua casa própria

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O desejo de sair do aluguel não surge da noite para o dia, mas, certamente, vem cercado de dúvidas e inseguranças sobre pagamentos, mudanças na economia do país, juros de financiamento, entre outras.

De certa forma, isso é natural e muito saudável. Afinal de contas, a quitação do crédito imobiliário envolve alguns meses ou anos de comprometimento financeiro, e  redobrar a atenção na hora de sua contratação  ajuda a fazer escolhas melhores, não é mesmo?

Por isso, planejar é tão importante. As atitudes que você precisa tomar começam bem antes de assinar um contrato de financiamento . Neste post, listamos 8 passos para quem deseja sair do aluguel. Confira!

1. Guarde dinheiro

Economizar é sempre muito importante, mas poupar dinheiro é ainda mais. Isso porque, ao economizar, você reduz os custos e, ao poupar, direciona os recursos para um objetivo específico. Nesse caso, para dar a entrada no imóvel escolhido.

Assim, corte despesas e compras supérfluas durante um período. Busque alternativas mais econômicas para sua rotina, como substituir a ida ao trabalho de carro pelo metrô ou ônibus. Levar o almoço de casa também ajuda a reduzir gastos com restaurantes.

Sabe aqueles vários streamings que você paga, mas não assiste? Então, que tal cancelar alguns deles, ficando com apenas um? Se você fizer as contas, verá que, só com isso, vai economizar uma baita quantia.

Tem também a academia que você paga, mas não vai. Nesse caso, o certo seria você vencer a preguiça e se exercitar, já que a prática de exercícios pode fazer com que você tenha uma vida mais saudável, economizando com remédios.

Com os valores poupados, procure uma aplicação com bom desempenho de ganhos, mas sem prazos longos e restritos para seu resgate. Isso é o que determina a liquidez de um investimento.

Nesse caso, você precisa analisar os juros do momento em que fizer o investimento, principalmente, a taxa Selic . Se ela estiver muito alta, investimentos de renda fixa, como o Tesouro Direto, renderão mais.

Se ela estiver baixa, esses produtos renderão menos — mas isso não é de todo o ruim na vida de quem quer sair do aluguel, já que, com a Selic baixa, o financiamento imobiliário se torna mais barato.

Você também pode segmentar seus investimentos. Para isso, coloque uma parte em aplicações com resgate imediato e outro montante naquelas que rendem mais, mesmo que tenham uma liquidez menor.

Mas atenção: não analise apenas os rendimentos. Leve em conta, também, as regras para resgate. Quando a retirada é feita muito cedo, pode haver cobrança antecipada do Imposto de Renda em alíquotas mais altas.

Outro bom motivo para guardar dinheiro é que imprevistos podem acontecer no período do financiamento. Com uma reserva emergencial, é possível honrar os vencimentos das parcelas por um tempo.

2. Faça um bom planejamento pessoal e financeiro

Da mesma forma que economizar e guardar dinheiro são ações importantes, é fundamental planejar como os valores serão aplicados, e outras despesas que aparecem paralelamente, quitadas.

É o caso dos noivos que, além de comprar um imóvel, também sonham com uma festa de casamento e lua de mel. Se tudo for planejado com cuidado, o casal pode determinar quanto precisa poupar em cada mês, negociar com fornecedores com mais antecedência e garantir descontos.

É claro que isso exige que a pessoa seja realista, já que não dá para ter tudo ao mesmo tempo. Em alguns casos, é necessário abrir mão de algo para atingir um objetivo maior.

Aliás, esse cuidado com as finanças também vale para a vida pessoal. A chegada dos filhos, o pedido de demissão em um emprego ou qualquer outra mudança na logística da família também precisa de um bom planejamento.

3. Escolha a melhor forma de pagamento do seu imóvel

A escolha da forma de pagamento do imóvel é o ponto alto da estratégia. Garantir um bom contrato de financiamento resulta em melhores taxas de juros, condições de pagamento facilitadas e outros benefícios. Existem diferentes formas de cobranças de juros, condições para antecipação de parcelas e seguros, obrigatórios ou não, que podem ser negociados nesse processo.

Uma boa ideia é  conversar com um corretor de imóveis especializado . Como ele atua no mercado, consegue dar direcionamento sobre as melhores opções de financiamento e itens que você realmente precisa contratar para ficar protegido, como é o caso do seguro por Morte e Invalidez Permanente (MIP). Aqueles realizados na própria corretora, inclusive, são muito mais descomplicados.

Soluções como consórcio imobiliário têm muitas regras para utilização. Se você não pode fazer lances altos, precisa esperar até que seja sorteado para usufruir da sua carta de crédito. Em situações como essa, o imóvel dos sonhos com uma boa condição de pagamento pode fugir do seu alcance e a frustração tomar conta.

Por isso, escolha a forma de pagamento de acordo com as suas necessidades e conveniência, conversando com um corretor que seja autoridade no mercado e possa oferecer dicas importantes. Sendo assim, não deixe de pesquisar. Faça várias simulações, negocie com mais de uma instituição financeira e busque uma condição de financiamento que seja boa para você.

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4. Procure o imóvel ideal para suas necessidades

Comece a procurar seu imóvel, mas, primeiramente, faça uma lista. Assim, fica mais fácil comparar duas opções e avaliar se o preço de venda está compatível com os diferenciais que a casa ou apartamento apresenta.

Considere não somente as características físicas do imóvel, mas também, facilidades do entorno, como padarias, academias, linhas de ônibus, se o bairro tem ruas planas, asfaltadas e com boa iluminação. Tais características vão deixar sua rotina mais agradável, não é mesmo?

Também é importante ter uma visão investidora na hora de avaliar os imóveis, considerando o potencial de valorização. Bairros em crescimento organizado, com vista definitiva para algum ponto turístico, com bons índices de segurança ou que tenham atrativos tendem a valorizar com o tempo.

Ademais, a expectativa por obras de melhoria, como linhas de metrô, escolas, hospitais e rodovias também ajuda a valorizar o seu imóvel. A previsão desses projetos está no plano diretor da sua cidade. Trata-se de uma informação pública, mas nem sempre de fácil acesso.

Se você estiver com dúvidas sobre o bairro, busque informações na imprensa local, como jornais de bairro ou com a presidência da associação de moradores. Assim, além de escolher um imóvel para sair do aluguel, ao racionalizar sua procura, determinando o que deseja encontrar e o que agregará valor para o bem, você também garante que os recursos investidos tragam retorno no futuro.

5. Considere gastos extras para sair do aluguel

Visitar imóveis vai fazer seu coração bater mais forte para deixar o aluguel o quanto antes, mas, para não se precipitar, considere antes os gastos extras com os quais você vai precisar arcar nesse processo.

Além dos  custos cartorários , que vão fazer parte da transação de compra, também é preciso colocar na conta as despesas com pequenos reparos. Eles serão necessários antes de entregar o imóvel alugado, como pintura das paredes, manutenção de redes de proteção e outros detalhes previstos no contrato de locação.

Despesas com empresas de mudanças, instalação de armários novos, fiação elétrica, entre outras, também devem ser mapeadas para uma transição segura e sem surpresas ruins. Isso vale tanto para imóveis novos quanto usados.

6. Proteja seu score de crédito

O score de crédito é uma pontuação que as instituições bancárias dão aos seus clientes. Quanto melhor pagador ele for, mais alta é sua pontuação.

Pessoas com score elevado têm acesso a melhores condições de financiamento, pois o banco entende que o risco de inadimplência é menor. Para aumentar o seu score de crédito, você precisa pagar as suas contas em dia, incluindo despesas básicas, como água, eletricidade etc.

Se você estiver negativado, busque uma negociação com o credor. Isso ajudará você a aumentar sua pontuação.

7. Some o saldo do FGTS              

Você sabia que pode somar o saldo do FGTS de mais de uma conta na hora de comprar o seu imóvel? Essa alternativa está disponível para quem vai adquirir um bem de forma conjunta.

A compra conjunta é possível para casais (casados ou não), irmãos, familiares etc. Dessa forma, você pode usar o saldo do seu FGTS para aumentar o valor da entrada, amortizar a dívida durante o financiamento e pagar parcelas atrasadas do empréstimo.

8. Entenda as desvantagens do aluguel

Tem muita gente que não quer sair do aluguel, argumentando que ser inquilino não é tão ruim. Isso depende. Se você não tem a intenção de morar em determinada cidade, realmente, não faz sentido comprar um imóvel.

Contudo, se você quer morar nesse local e tem a intenção de construir ali a sua história, a locação não deveria ser uma opção por várias razões. Em primeiro lugar, porque é cara.

No começo de 2021, muitos contratos de locação foram reajustados em mais de 20%. Um valor que pesou no bolso de muita gente. Ademais, o morador não tem liberdade para reformar ou decorar definitivamente o seu lar.

Sair do aluguel é um grande avanço na construção patrimonial, afinal de contas, é a chance de deixar de ter uma despesa que não traz retorno. Com um imóvel próprio, você tem um bem em constante valorização e não corre o risco de um dia ficar sem lugar para morar.

Quer entender melhor como funciona o financiamento imobiliário? Então, converse com a nossa equipe!

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