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Selic e financiamento imobiliário: você realmente sabe a relação?

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A taxa Selic é mencionada constantemente nos noticiários que tratam sobre economia e mercado financeiro. Isso ocorre porque ela é a taxa básica de juros do nosso país, que serve como uma base para todos os demais percentuais praticados pelas instituições financeiras no Brasil.

Sendo assim, a Selic é muito importante, não só para os investidores, mas também, para as pessoas que se interessam por financiamento imobiliário no território nacional. Essa taxa foi criada pelo governo para ser uma ferramenta de política monetária que impacta diretamente ou indiretamente a economia brasileira. Trata-se de um importante indicador econômico para a sociedade.

Neste conteúdo, vamos explicar a importância de escolher o momento ideal para financiar um imóvel e apontar os diversos pontos que devem ser levados em consideração, inclusive, a taxa Selic. Aqui, você vai descobrir o que significa essa taxa e como ela causa impactos no mercado imobiliário . Além disso, encontrará exemplos para tomar decisões mais acertadas.

Quer saber mais sobre a relação entre a taxa Selic e o financiamento imobiliário? Acompanhe a leitura!

O que é a taxa Selic?

Como vimos, a taxa Selic é a taxa básica de juros utilizada no Brasil, a qual influencia o financiamento imobiliário de formas distintas, se estiver alta ou baixa. O percentual é definido pelo Banco Central ou autoridade monetária nacional para nortear as operações da economia brasileira, que abarca aplicações financeiras, empréstimos e outras transações.

Quando esse indicador financeiro sobe, os demais juros também se elevam, respectivamente. Por outro lado, se houver um corte na Selic, as outras taxas bancárias tendem a cair.

A taxa é calculada conforme a atuação do Banco Central no mercado de títulos públicos, portanto, ela não é determinada de forma arbitrária. Ela influencia o retorno dos investimentos de renda fixa.

A Selic é utilizada para a estabilização da moeda brasileira e para que a inflação seja mantida dentro das metas do governo, já que esse fenômeno tem como causa primária o consumo da sociedade. Se a demanda por serviços e bens cresce, os preços sobem, e vice-versa. A oferta de crédito, por sua vez, interfere no acesso aos financiamentos.

Como está a taxa Selic em 2021?

Em 2021, a taxa Selic subiu de 5,25% para 6,25%, e a previsão é que ela continue aumentando no decorrer dos próximos meses. Isso está afetando as aplicações financeiras dos brasileiros, inclusive, os financiamentos imobiliários, que estão se tornando mais onerosos a cada dia. O indicador estava baixo no início do ano, devido aos cortes realizados pelo governo.

A intenção das autoridades era diminuir a dependência fiscal na emissão dos títulos públicos e incentivar a iniciativa privada. Contudo, as contas públicas tiveram as suas condições agravadas pela crise de Covid-19, a arrecadação de impostos diminuiu, o déficit fiscal se aprofundou e a recessão econômica fez com que a Selic aumentasse consideravelmente.

Aqueles que pretendem fazer um financiamento imobiliário devem agir rapidamente, pois o ciclo de expansão de crédito está se encerrando em virtude da aceleração da inflação. O Banco Central já está fazendo cobranças sobre pautas econômicas, como reforma administrativa, reforma tributária e PEC Emergencial , que tramita no Senado Federal.

O que faz a taxa Selic subir ou descer?

A taxa Selic sobe ou desce de acordo com a oferta de crédito para a população brasileira, que consegue comprar mais se tiver acesso a financiamentos imobiliários e empréstimo bancário. Se o crédito é barato, os brasileiros gastam mais e impulsionam a inflação. Veja, a seguir, os motivos que fazem esse percentual aumentar ou cair!

Interferência do governo

Caso o governo verifique que os preços estão caindo, ele reduz a Selic. Porém, se a inflação estiver ameaçando ultrapassar a sua meta, a taxa básica precisa ser elevada.

Com isso, é possível aquecer ou desaquecer a economia nacional, fomentar as atividades econômicas, limitar a quantia de moedas que circulam no mercado, ampliar ou reduzir as ofertas de financiamentos.

Títulos públicos federais

A Selic é uma média diária calculada com base nos juros de empréstimos interbancários relacionados aos títulos públicos federais. Esses valores são usados pelo governo federal para o financiamento das suas atividades, com o apoio do Banco Central, que vende o título por um preço variável e, depois, o compra de volta na data do vencimento.

Sistema Especial de Liquidação e Custódia

Esse é um sistema exclusivo, utilizado pelo Banco Central para vender ou comprar títulos de corretoras e bancos. Foi dos termos Sistema Especial de Liquidação e Custódia que surgiu o nome da taxa básica de juros: Selic. Uma parte do dinheiro captado pelas instituições financeiras, conhecida como depósito compulsório, fica depositada em uma conta para dar estabilidade ao sistema financeiro.

A regra serve para que o governo consiga regular a circulação de moeda no território nacional. Os bancos e as corretoras também podem pedir empréstimos em outras instituições para conseguir cumprir a lei. A Selic é importante porque as instituições bancárias podem oferecer títulos públicos como garantia em suas negociações voltadas à obtenção de crédito.

Comitê de Política Monetária (Copom)

O Copom é formado pelos diretores e presidentes do Banco Central. Eles se reúnem a cada 45 dias para discutir durante 48 horas sobre o cenário econômico do nosso país e avaliar a necessidade de subir ou descer a Selic. Se a inflação estiver acelerada e estiver prestes a ultrapassar o teto estabelecido, a equipe pode elevar a Selic.

Isso fará a oferta de crédito se contrair, o consumo diminuir e a inflação desacelerar. Caso o Copom perceba que a atividade econômica necessita de estímulo, os seus integrantes podem reduzir a Selic. Em virtude disso, começa a circular uma quantia maior de moedas, o consumo aumenta e as empresas conseguem fazer novos investimentos.

Qual é a relação entre a taxa Selic e o financiamento imobiliário?

 

A taxa básica de juros afeta a aquisição de imóveis por financiamentos. Os brasileiros que pretendem adquirir casa própria precisam investir com a Selic baixa , pois nesse momento, a oferta de crédito será maior e os percentuais cobrados pelas instituições financeiras serão menores. Ao observar esse indicador, é possível perceber os ciclos de contração ou expansão monetária.

Aumento da taxa de juros

Se você guardou algumas economias durante algum tempo para comprar um apartamento ou casa na planta, mas verifica que a Selic começa a subir, por exemplo, os juros vão aumentar rapidamente, motivo pelo qual é melhor adiar a compra do imóvel até que a taxa básica de juros volte a cair. O resultado disso é que as obras são paralisadas.

As construtoras ou incorporadoras que arrecadam o dinheiro dos compradores são obrigadas a frear as obras e isso afeta outras empresas, indústrias etc. O desemprego aumenta e a procura no mercado imobiliário tende a cair. Essa é a lógica que se aplica à economia brasileira que, pela contração do crédito, acaba diminuindo a compra de bens e serviços.

Queda da Selic

Um exemplo de queda da Selic é quando o Banco Central faz uma revisão do panorama econômico do país e decide fazer um corte na taxa básica para iniciar o ciclo de expansão. Os preços dos imóveis caem, os juros de financiamentos imobiliários ficam mais baratos e os brasileiros voltam a buscar os empréstimos financeiros para a aquisição de imóveis.

Nesse momento, é indicado financiar um apartamento, pois as construtoras vão reiniciar as obras e a inflação será impulsionada. Por esse motivo, a Selic mais alta ou mais baixa não significa algo bom ou ruim. Apenas é importante saber analisá-la para fechar negócios em épocas mais propícias e que trazem mais vantagens para os compradores.

Devo financiar um imóvel na alta ou na baixa da taxa Selic?

O Copom costuma comunicar a decisão sobre aumento ou redução da Selic por meio dos canais oficiais. Uma semana após a reunião dos líderes do Banco Central, é divulgada a ata, que é uma documentação extremamente valiosa.

Ela é uma espécie prestação de contas para a sociedade brasileira e, por isso, é importante acompanhá-la continuamente. Observe, abaixo, algumas dicas relevantes!

Perspectivas do Banco Central

Antes de decidir financiar um imóvel, é importante analisar as perspectivas do Banco Central para a economia brasileira nos próximos meses. Verifique como está a política monetária e se a taxa básica está com previsão de queda ou elevação. Considere que o governo pode retirar ou colocar títulos públicos em circulação para manipular os juros.

Acompanhe a Selic, pois ela indica a avaliação do governo e aponta as ações que serão realizadas por ele em curto prazo. A melhor época para comprar um imóvel é quando há previsão de queda do percentual da taxa básica. As previsões para 2022 indicam um aumento significativo nos juros cobrados sobre o crédito imobiliário.

Aumento da inflação

A inflação está avançando desde o início de 2021 e a taxa Selic aumentou consideravelmente nos três primeiros trimestres. O resultado da situação da economia brasileira será que as parcelas de créditos imobiliários longos ficarão maiores em breve. Os financiamentos com prazo prolongado ficarão muito mais caros para quem deseja comprar a casa própria em 2022.

Por outro lado, a renda para conseguir a aprovação do crédito imobiliário terá que ser mais alta, já que o valor do parcelamento, normalmente, não excede 30% dos rendimentos mensais dos compradores. No próximo ano, é provável que muitos brasileiros não consigam financiar um imóvel residencial , em função do preço das parcelas, que será bem maior.

Juros de financiamentos imobiliários

Quem planejou comprar um apartamento ou casa precisa fechar a negociação o mais breve possível. Faça uma pesquisa, um planejamento financeiro e avalie as condições das suas finanças. Os juros dos financiamentos de imóveis ainda estão baixos, razão pela qual é interessante acelerar o processo de compra e os planos, antes que aconteça nova elevação da Selic.

Além da alta nos juros, há indícios de que, em 2022, ocorra um aumento nos preços das unidades imobiliárias. Muitas pessoas estão comprando imóveis, mas o preço do material de construção levou as construtoras a fazer poucos lançamentos no último ano. Sendo assim, é previsível que haja uma disputa de compradores, e menos bens estarão disponíveis.

Taxas de longo prazo

Não basta observar o percentual da Selic na hora de fazer um financiamento imobiliário. É importante fazer uma análise das taxas de longo prazo, já que a taxa básica de juros pode ser modificada a cada 45 dias pelo Copom. Um crédito imobiliário, normalmente, é parcelado entre 20 e 30 anos.

Por isso, é necessário verificar as taxas indexadas ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No terceiro trimestre de 2021, elas ainda estavam favoráveis para fazer um financiamento imobiliário. Desse modo, a alta que ocorreu nos últimos meses na taxa básica de juros não abalou o otimismo do setor imobiliário, que já previa a sua subida.

As instituições financeiras apontam para os interessados o Custo Efetivo Total (CET) dos financiamentos, que inclui todos os juros e despesas para que os consumidores saibam quanto vão pagar no total. Com juros totais de até 7%, ainda é interessante fazer a compra da casa própria, se você tiver condições de realizar esse objetivo.

Imóveis atrativos

Cada banco formula a sua própria estratégia para aplicação dos juros nos financiamentos imobiliários. Na atualidade, ainda existe a oferta de juros atrativos, e os imóveis ainda não recuperaram totalmente os seu preço de mercado.

Os compradores que fizerem uma busca encontrarão excelentes oportunidades de compras e imóveis bastante atrativos para os investidores.

Funcionamento da Selic

Procure compreender o funcionamento da Selic e o cenário do mercado imobiliário para escolher o melhor momento de comprar um imóvel. Quando a Selic está muito alta, embora haja redução nos preços dos imóveis, é possível que os reajustes no valor total de um financiamento tragam desvantagens para os compradores que necessitam de crédito.

Assim que a Selic se eleva, um grande número de investidores deixa de comprar imóveis e muitos desistem de fazer financiamentos. Isso desacelera o preço desses bens porque a procura diminui. Diante disso, é aconselhável esperar a queda da taxa básica de juros para aderir a um financiamento e comprar o imóvel, antes que haja a valorização da propriedade.

Entendeu a relação entre Selic e financiamentos imobiliários? Ter conhecimentos sobre a taxa básica de juros é fundamental para quem pretende adquirir imóveis. Sempre que houver alta nesse percentual, os financiamentos apresentarão taxas elevadas. Conte com uma consultoria de financiamento imobiliário para tomar a melhor decisão na hora certa e investir em imóveis .

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