Financiamento Imobiliário

Entenda sobre seguros no financiamento imobiliário

Seguros no financiamento imobiliário: ouça essa matéria!

Os seguros no financiamento imobiliário oferecidos pelos bancos e pelas seguradoras têm como intuito proteger o consumidor e seus bens de eventuais contratempos no futuro.

Para entender melhor, o seguro auto tem como objetivo preparar seu titular financeiramente para sinistros envolvendo seu carro e terceiros, dependendo das coberturas escolhidas. É claro que ninguém espera ter que utilizá-lo, mas, caso seja necessário, é importante estar preparado.

Quando você vai fazer um financiamento imobiliário é a mesma coisa. O seguro, que é obrigatório em todas as instituições financeiras, fica embutido no valor das prestações e serve para proteger você e sua família de eventuais contratempos que podem acontecer.

Nesse post, vamos explicar quais são os seguros obrigatórios de se fazer em um financiamento imobiliário e o que eles cobrem em termos de assistências e comodidade. Confira!

O que é MIP?

Morte e Invalidez Permanente (MIP) é um dos seguros obrigatórios no financiamento imobiliário desde a Lei nº 4.380/1984 e o Decreto nº 73/1966.

Pode ser acionado em caso de invalidez permanente de um dos titulares do financiamento (quando existe composição de renda) ou em caso de morte.

Nesses casos, o saldo do financiamento é integralmente quitado.

Como calcular o MIP?

A alíquota do seguro MIP é calculada com base na faixa etária do cliente. Quanto maior sua idade, maior o risco de sinistralidade. Para cada faixa etária existe uma alíquota, que é multiplicada ao saldo devedor mensalmente atualizado.

Observação: Cabe ao comprador avaliar qual seguradora oferece as melhores condições.

Em caso de acionamento, a parte a ser coberta também dependerá da proporcionalidade da composição de renda, se houver.

Por exemplo: existem dois mutuários em um contrato de financiamento. O mutuários “A” tem 70% de participação na composição de renda para aquisição do financiamento. O mutuário “B” tem 30% de participação. Caso o mutuário “A” venha a faltar, o seguro cobrirá 70% do saldo devedor no momento de sua falta

O que é DFI?

Danos Físicos do Imóvel (DFI) também é um seguro de contratação obrigatória exigida pela mesma Lei citada no tópico anterior. Como o nome indica, cobre eventualidades e sinistros que venham a ocorrer no imóvel financiado.

Ocorrências como incêndio, vendaval, destelhamento e inundação, por exemplo, podem fazer parte da sua cobertura, e, em vez de serem um prejuízo inesperado para o titular do seguro, os estragos são pagos pelo seguro contratado.

Isso deixa tanto o proprietário do financiamento quanto a instituição financeira responsável assegurados. Afinal de contas, despesas inesperadas poderiam, por exemplo, comprometer o pagamento das parcelas do financiamento, acarretando atrasos, juros e até contestações jurídicas.

Fique atento: algumas instituições relacionam ao financiamento imobiliário alguns tipos de seguros residenciais, os quais não são obrigatórios e não possuem a eficácia do DFI. Portanto, o mutuário não é obrigado a contratar tal seguro, caso não seja de sua vontade.

Quais os detalhes do seguro de Danos Físicos ao Imóvel (DFI)?

Esse seguro tem por finalidade assegurar o imóvel de eventuais danos causados no período do financiamento, como mencionado anteriormente. Alguns exemplos são: incêndios, alagamentos, explosões, inundação, destelhamento etc.

A indenização será igual ao valor necessário para restaurar o imóvel, deixando-o em condições idênticas às que apresentava antes do sinistro.

Observação: o DFI não cobre problemas oriundos da má construção.

Como calcular o DFI?

Neste seguro, a alíquota é multiplicada sobre o valor de mercado do imóvel, ou seja, o valor de avaliação do imóvel no momento de contratação do financiamento. Essa alíquota é aplicada a todas as parcelas do financiamento e não se altera ao longo do tempo como no MIP.

Exemplo: supondo-se que tal seguradora tem como base uma alíquota de 0,00899% e o cliente está adquirindo um imóvel no valor de R$ 300 mil, o cálculo seria:

DFI = 0,00899% × R$ 300.000,00 = R$ 26,97

 

Logo, o valor a ser pago mensalmente seria de R$26,97, para cobertura do prêmio do DFI.

Essas apólices passam a ter validade após a assinatura do contrato pelo comprador junto à instituição financeira até a quitação do financiamento imobiliário. Caso o cliente deseje efetuar uma quitação antecipada ou até uma amortização do saldo devedor, esses seguros serão retirados e/ou recalculados, de acordo com o novo saldo devedor e o prazo, se for o caso.

É válido ressaltar que esses seguros não possuem franquias e que a carência só se aplica às seguintes situações:

  • em caso de morte por suicídio, a cobertura só tem validade após dois anos de a apólice do seguro entrar em vigor;
  • a cobertura do seguro por morte decorrente de doenças e invalidez só tem validade se tal enfermidade tiver ocorrido após a assinatura do contrato, sem que o mutuário tenha conhecimento anterior de tal doença;
  • caso o mutuário faça a aquisição do financiamento já aposentado por invalidez pelo INSS, só poderá contratar cobertura de morte.

Por que os seguros do financiamento imobiliário são importantes para o comprador?

À primeira vista, alguns compradores podem questionar sobre o aumento do valor de suas parcelas do financiamento com a presença dos seguros imobiliários obrigatórios, mas, considerando que o prazo para a quitação da dívida são grandes, não há possibilidade de prever o que pode acontecer.

Os seguros entram nessa equação para minimizar efeitos de despesas inesperadas nesse fluxo de pagamento, garantindo, inclusive, que os compradores possam realizar outros investimentos sem a preocupação de ter uma reserva específicas para lidar com eventualidades do imóvel.

Além disso, é comum que alguns deles ofereçam assistências e comodidades que podem ser importantes nos primeiros anos após a mudança para o novo endereço, como eletricistas, chaveiros e até caçamba para reformas e reparos de meio e grande porte.

Ou seja, se devidamente utilizados, tais assistências otimizam o pagamento desses seguros, fazendo com que eles realmente tenham um bom retorno de contratação.

Como diferenciá-los dos diferentes tipos de seguro residenciais?

Ao procurar seu banco para uma cotação de financiamento imobiliário, é possível que o gerente de sua conta ofereça em conjunto seguros residenciais não obrigatórios.

Não é que eles sejam ruins, mas não existe a obrigatoriedade. As coberturas dos seguros residenciais, no entanto, costumam ter mais assistências adicionais. No entanto, ele não traz soluções para a quitação do financiamento do imóvel em caso de morte ou invalidez permanente, por exemplo.

Por isso, é preciso ficar atento aos seus descritivos, que, no caso daqueles previstos em Lei, têm uma ordem expressa sobre sua necessidade de contratação, para que o financiamento seja liberado.

Além disso, o valor do MIP e do DFI também variam conforme a instituição. Isso significa que os preços não são tabelados e cada banco ou financiadora tem um valor específico para tais seguros.

Em média, eles costumam representar 3% do valor do financiamento, além dos juros cobrados pelas instituições. Ou seja, é muito importante estar atento na hora da contratação, para que esses valores não excedam e comprometam os pagamentos futuros.

É possível fazer economias, mas não eliminá-las. Para isso, é preciso ter atenção no que está sendo ofertado e muito estudo.

Todos nós pagamos uma série de seguros na intensão de nunca precisar usá-los, porém, em caso de sinistro com o comprador ou com seu imóvel, eles fazem todo o sentido e trazem uma tranquilidade em um momento tão difícil.

Quer saber mais detalhes sobre os seguros no financiamento imobiliário que são obrigatórios e como a CrediPronto pode te ajudar nesse processo?

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