Parcelas do financiamento mais altas? Veja o que muda com a mudança na TR

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 Você sabe como o novo aumento da TR influencia no seu financiamento imobiliário?

No geral, ao contratar o crédito imobiliário, você paga o valor do imóvel + taxa pré-fixada de juros + uma taxa de correção monetária.

É comum essa última taxa ser a taxa referencial. Nos últimos quatro anos, ela estava zerada, então, não influenciava o valor do imóvel. Contudo, com os consecutivos aumentos da taxa Selic, ela voltou a subir.

Quer saber como fica o financiamento imobiliário após essas mudanças? Continue a leitura deste artigo!

Alta dos juros e mudança na TR : entenda

Em março de 2022, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros do Brasil para 11,75% ao ano, sendo o segundo aumento seguido desde janeiro de 2021, quando a taxa estava em 2% ao ano.

Essa é uma das medidas do Banco Central (BC) para tentar controlar a inflação e estabilizar os preços do mercado. Geralmente, o governo toma essa ação para se manter perto da meta anual.

Com esse aumento, ocorreu a volta da taxa referencial , a chamada TR.

O Banco Central liga a TR diretamente à Selic , de modo que:

  • quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, a TR fica igual a zero;
  • quando a Selic ultrapassa 8,5% ao ano, a TR é calculada mensalmente. 

Portanto, desde novembro de 2021, essa taxa voltou a ser contada dentro de financiamentos imobiliários e outras operações financeiras.

Mas o que é a TR?

De 2017 a 2021, os brasileiros praticamente esqueceram dessa taxa, visto que a Selic ficou abaixo de 8,5% ao ano e, consequentemente, com a TR zerada. No entanto, após quatro anos, ela está de volta.

Mas, afinal, o que é a Taxa Referencial?

Em março de 1990, quando Collor assumiu a presidência após um longo período de ditadura, a inflação brasileira estava perto de 2.000% ao ano .

Com isso, ele decidiu criar a TR como uma forma de proteger o poder de compra da moeda da população. Assim, existiria um referencial para correção monetária e a TR serviria para mostrar o acúmulo das variações dos preços. Ou seja, a taxa cumpria o papel da Selic atualmente.

Contudo, a medida não foi muito eficiente e a inflação bateu o patamar histórico de 2.474% ao ano – mais de 200% ao mês.

Quando Itamar Franco entrou no poder, a TR perdeu força conforme a economia se estabilizou de novo. Anos depois, a criação da Selic substituiu a antiga taxa e passou a controlar a inflação.

Atualmente, a taxa referencial ainda existe em razão dos juros altos no Brasil e serve como uma referência para a atualização monetária de operações financeiras, como investimentos e financiamentos imobiliários, e está ligada à taxa básica de juros do Brasil.

Como funciona o cálculo da Taxa Referencial ?

Quando a TR precisa ser calculada, ela segue a seguinte fórmula:

TR = 100 x {[(1 + TBF ÷ 100) ÷ R]  – 1}

Nesse caso, as variáveis são:

  • TBF : taxa básica financeira;
  • R (redutor): (a + b) x TBF — a é o valor fixo de 1,005 e b depende do valor da TBF.

Para descobrir o TBF, é preciso olhar o que o Banco Central divulga diariamente. Caso o valor resultante seja negativo, a TR fica sempre igual a zero.

Se você não quiser realizar esse cálculo todo, basta acessar a Calculadora do Cidadão que o BC disponibiliza para simular operações. É só entrar no site , escolher “Correção de Valores”, selecionar TR, preencher os dados, e pronto.

Taxa Selic

Como falamos, a taxa Selic é a taxa básica de juros da economia, sendo a principal maneira de o Banco Central controlar a inflação.

O BC aumenta a taxa de juros para desacelerar a economia e impedir a população de perder seu poder de compra se a variação dos preços estiverem acima do esperado.

Quando a Selic está alta, os juros de empréstimos, financiamentos e cartão de crédito sobem e desestimulam o consumo. Quando está baixa, conseguir crédito no mercado fica mais barato e o consumidor gasta mais.

No entanto, vale ressaltar que o Copom considera outros indicadores financeiros além da inflação para calcular esse valor.

Via de regra, a cada 45 dias, o BC chega a uma decisão em relação à taxa: pode ser aumentar, reduzir ou estabilizar.

O que muda no financiamento imobiliário com o aumento da TR em 2022 ?

Como a taxa de juros estava em 0% nos últimos quatro anos, muita gente se esqueceu de considerar essa taxa na hora de contratar o financiamento imobiliário .

Com o aumento da TR, o valor das prestações e o preço final para comprar um imóvel será maior conforme a taxa subir.

Por enquanto, a variação nas parcelas é bem pequena. Por exemplo, se você contratou um financiamento de 10% ao ano + TR e o valor da taxa estiver em 0,6% ao ano, a taxa de juros final fica em 10,6%.

Esses 0,6% ao ano equivalem a 0,05% ao mês. Portanto, se sua parcela era de R$ 1.000, ela será de R$ 1.000,50.

Sendo assim, o impacto não é tão relevante assim, principalmente em relação a outras modalidades de financiamento ligadas ao IPCA, por exemplo, que sofrem bem mais com a variação das parcelas.

Claro, caso a taxa Selic volte a aumentar, pode ser que faça uma diferença maior no bolso e é importante acompanhar as mudanças da TR.

FGTS

O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) serve como uma reserva financeira para os trabalhadores utilizarem em casos, como aposentadoria, demissão sem justa causa ou compra da casa própria.

Por isso, muita gente utiliza esses recursos para amortizar parte do financiamento imobiliário ao contratar.

Quando o dinheiro do FGTS está guardado, ele rende 3% ao ano mais a variação da TR. Nesse caso, com o aumento da taxa, você vai obter uma rentabilidade maior com esse benefício.

 

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Afinal, vale a pena solicitar financiamento imobiliário ?

A variação no valor das prestações devido ao aumento da TR é bem pequena, então, o financiamento imobiliário continua valendo a pena.

Essa ainda é uma das formas mais acessíveis de adquirir um imóvel próprio , visto que você consegue parcelar o alto valor da propriedade, tem até 35 anos para pagar e pode se mudar rapidamente para o local.

Por isso, se o seu sonho é ter a sua casa própria, vale a pena utilizar o financiamento imobiliário para conquistar.

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