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Entenda aqui como amortizar um financiamento imobiliário

Ouça esse conteúdo sobre como amortizar financiamento imobiliário.

Você está com dinheiro sobrando? Gostaria de colocar as finanças em ordem? Pois saiba que é possível amortizar financiamento imobiliário utilizando suas economias, recursos do FGTS ou o 13.º salário.

Existem diferentes formas de efetuar a amortização. Para fazer a melhor escolha é importante conhecer as opções disponíveis. Continue a leitura e descubra o que você precisa saber sobre o assunto. Confira!

Amortizar financiamento imobiliário: o que é?

Amortizar financiamento imobiliário é a redução total ou parcial da dívida. Tecnicamente falando, a cada prestação paga você amortiza o saldo devedor. Existem também as situações em que o mutuário recebe um dinheiro extra ou deseja utilizar o FGTS para diminuir a dívida — o que abordaremos a partir de agora.

A amortização é um direito garantido por lei. Os bancos não podem se negar a realizar a operação. Em caso de recusa, você pode fazer uma denúncia ao Banco Central.

Como amortizar um financiamento imobiliário?

Para amortizar o financiamento, você deve procurar o seu banco e solicitar a operação. É preciso se atentar para alguns detalhes quando há utilização dos recursos das contas vinculadas ao FGTS. Em primeiro lugar, é obrigatório que o contrato tenha sido firmado no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

utilização do FGTS na amortização obedece às mesmas regras aplicadas na contratação do financiamento. É preciso ter, pelo menos, três anos (consecutivos ou alternados) sob o regime do fundo. Além disso, se você já usou o FGTS anteriormente, é necessário cumprir o intervalo de dois anos para um novo resgate.

É interessante esclarecer que, quando há amortização, o valor dos juros incide em um capital menor. Afinal, parte da dívida já foi paga. É esse o cálculo que diminuirá os valores das parcelas.

Vale ressaltar que a utilização do FGTS deve ser feita com cautela. Como o próprio nome diz, o fundo de garantia serve basicamente para proteger o trabalhador em caso de desemprego.

Reduzir o tempo ou o valor da prestação?

A maior dúvida que passa pela cabeça de quem pretende amortizar um financiamento imobiliário é essa: é melhor reduzir o tempo do contrato antecipando as parcelas ou diminuir o valor das prestações?

Antecipar as parcelas é mais recomendável para quem não está passando por apertos financeiros. Vale considerar que os juros são cobrados sobre o saldo devedor. Assim, ao optar pela antecipação, você não apenas quita a dívida mais rapidamente, mas também garante uma boa economia ao eliminar juros e taxas.

Por outro lado, para quem está endividado ou com dificuldades em manter as contas equilibradas, pode ser interessante reduzir o valor pago mensalmente.

Nesse caso, o tempo total do financiamento não seria alterado. A vantagem está em conseguir uma folga no orçamento, o que permite colocar as contas em ordem e evitar novas dívidas. Para essa finalidade, o FGTS pode ser usado a cada 12 meses.

Aliás, se você comprou o imóvel de forma conjunta, o saldo do FGTS do outro comprador também pode ser usado, aumentando as chances de amortização do débito.

Outro ponto importante é ficar atento ao reajuste da taxa de juros do seu contrato. Alguns contratos têm a taxa fixa (por exemplo, de 9% ao ano). Esse valor não se altera, independentemente dos rumos da economia do país.

Por outro lado, existem contratos em que a taxa é reajustada de acordo com a Taxa Selic, considerada a taxa básica de juros. Isso significa que os juros pagos durante o financiamento podem aumentar e diminuir ao acompanhar essa flutuação.

No início de 2020, essa taxa está em 4,25%. A meta para a Selic é alterada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de acordo com a estratégia do Banco Central para combater a inflação.

Nesses casos, amortizar a dívida, mantendo o prazo de pagamento, mas reduzindo o valor das parcelas é mais indicado.

Como colocar as contas em ordem?

Caso você possua dívidas como o cartão de crédito e o cheque especial e seus recursos não venham do FGTS, vale a pena priorizá-las. Essas dívidas possuem juros maiores. Portanto, é mais vantajoso aproveitar as reservas para eliminá-las.

Portanto, se você cogitou a hipótese de recorrer ao cheque-especial para amortizar o seu financiamento, saiba que essa é uma péssima ideia. Isso não significa que você não possa fazer um empréstimo para amortizar sua dívida — talvez pagando, inclusive, todo o valor do débito.

Apenas verifique se as condições do novo empréstimo são mais vantajosas que a do financiamento. Em alguns casos, o comprador pode se precipitar e acabar aumentando o seu bolo de dívidas.

Se você estiver pensando em refinanciar, verifique o Custo Efetivo Total (CET) dos contratos, descobrindo, assim, se o novo documento é mais caro que o anterior.

Antes de recorrer a novas linhas de crédito, descubra como você pode reduzir o seu custo de vida. A venda de bens, como carros e motos, pode ser útil para juntar capital e pagar o financiamento.

Quais são os benefícios da amortização?

O primeiro deles é liberar capital para outras atividades. Muitas pessoas recorrem ao financiamento imobiliário para evitar os gastos com aluguel. Ao reduzirem o valor das parcelas do financiamento ou quitá-lo integralmente, o dinheiro que seria gasto com moradia pode ser aplicado em outras coisas, como lazer, novos investimentos etc.

Ademais, isso ajuda a trazer liquidez para o imóvel. Caso o comprador decida vendê-lo, será mais fácil negociar uma propriedade paga do que um bem financiado.

Em primeiro lugar, porque para vender um imóvel financiado é necessário consentimento do banco. Em segundo lugar, porque o novo comprador poderá ficar assustado ao ver que uma pessoa se desfez da propriedade sem conseguir quitá-la, associando-a a um mau negócio — o que pode levá-lo a desistir da compra.

Agora que você já sabe como amortizar financiamento imobiliário, estude cada possibilidade para ter a certeza de fazer o melhor negócio possível. O financiamento é uma ótima oportunidade para ter a sua casa própria, direcionando os gastos do aluguel para a compra do imóvel. Contudo, essa ação pede um pouco de atenção e responsabilidade por parte do comprador.

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